Quando o presidente José Ramos-Horta esteve no Brasil, em janeiro passado, encontrou-se com o senador Eduardo Matarazzo Suplicy. Pois que, conversa vai, conversa vem, Suplicy falou de seu interesse pela situação do Timor Leste desde muito antes da independência… E falou de seu programa de Renda Mínima de Cidadania, que defende há décadas, e acredita que seria muito bom para o Timor Leste. Combinaram os dois uma visita de Suplicy aqui.
O senador chegou na segunda-feira (16/06), e foi recebido com honras, por uma comitiva que incluía o presidente em pessoa. Reuniu-se com o Primeiro-Ministro, com alguns ministros e falou no Parlamento Nacional para propor o uso de parte da renda do petróleo do país para a criação de um fundo para distribuir a todos os timorenses, como é feito no estado do Alasca. A recepção à idéia, ao que parece, foi boa. Os jornais e a TV aqui anunciaram as idéias do senador brasileiro Matarazzo (assim o chamaram aqui) com destaque, e noticiaram sua proposta.
Na terça, Suplicy deu uma palestra sobre a Renda Mínima aberta ao público, no Ginásio Koni. Lotou e, apesar de haver mais de uma dezena de brasileiros, a grande maioria do público foi formada mesmo por timorenses, determinando a tradução das falas para tétum (como já comentei, poucos falam português, alguns estão aprendendo). Brincou, chamou o público para participar dando exemplos e, finalmente, cantou: “The answer, my friend, is blowing in the wind” (veja o vídeo la embaixo). Sera que o talento musical e de familia?
Do lado de fora do Ginásio Koni, acompanhando atentos através dos tijolos vazados, vendedores ambulantes de bergamota assistiram à palestra de Suplicy, que teve tradução para tétum. Eles tambem receberiam uma parcela da renda do petroleo de seu pais, conforme proposta.

Junho 19, 2008 às 6:23 pm |
O talento é de família! Já vi o senador Suplicy cantando em um pub aqui em Brasília! Super bom!