Lá se vão meses desde o último dia em que postei (nao conto aqui a promessa de retorno breve, que não cumpri…). De lá para cá, fiz tanta coisa que nem poderia contar aqui. E aconteceu muita coisa em Timor-Leste, claro. O blog passou em branco até pelo 10º aniversário do Referendo de 30 de Agosto de 1999, coitado. A data, que fez do Timor independente, ao mesmo tempo, fez arder em chamas boa parte do país e deixou muitas vítimas. Ainda hoje é possivel encontrar pelo caminho varias casas queimadas.
Eu segui – e sigo – com o Rama Ataúro, o jornal de parede comunitário, que continua mensal e firme. Mas (isso não contei aqui e é uma novidade tão velha que já terminou) durante dois semestres, ainda dei aulas no recém-criado Curso de Comunicação Social. Pois, tanto tempo se passou que tive em inicio de Agosto minha festa de despedida dada pelos alunos. Despedi-me também do International Center For Journalists (ICFJ), meu contratante para as aulas na UNTL, pelo qual durante esse período também trabalhei dando treinamento a grupos de jornalistas profissionais da mídia local.
Sinto saudades da turma, que me conquistou – e me fez trabalhar como louca – com tamanho interesse em aprender, e por muito carinho que recebi também. “Biin, inam e companheira”, ouvi no discurso deles para a minha saída, e me emocionei demais. Só estando cá nesse lado do mundo para saber o que significa, não adianta traduzir. Mas as aulas páram até Janeiro e eu, que não consigo parar…



Bom, antes de seguir para “novos desafios”, partimos a conhecer novos lugares: uma semana na região central da Ilha de Java. Por lá vimos dois templos de séculos (Borobudur, budista, e Pranbanan, hinduísta), um vulcão ativo nas montanhas de Diem – que, aliás, impressionam pelas plantações que cobrem tudo de batatas, fumo e mandioca.


BOROBUDUR (acima). Eu, esticada para tocar no Buda escondido (abaixo, esq.): dizem que da sorte…



- Pranbanan: inscricao na parede (abaixo), nos com ele ao fundo (acima a direita) e ele, majestoso (acima)


Hora de conhecer gente nova e sacudir a poeira porque, afinal, ninguém vai ao outro lado do mundo para reproduzir rotinas que tanto incomodam quando se está “em casa”.
Então, queridos, querido blog: daqui, tento seguir prá frente. Afinal, o que passou…







